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# AOS AMADOS #
Pensei que era a única que estava passando por uma turbulência “coracional”, puro engano! Nas ultimas semanas tenho presenciado vários problemas do tipo entre vários dos meus amados-amigos. Gostaria de poder ajudá-los de uma forma mais prática. Tipo ir lá e arrancar o problema com a mão, jogar fora e deixar “todos” felizes. Mas eu não tenho uma varinha com pena de fênix igual ao do meu amado-bruxinho, pra fazer acontecer tal coisa. Por isso amados-amigos só posso lhes assegurar uma única coisa. Existem algumas razões que o amor desconhece. Não adianta ser é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gostar dos filmes do Woody Allen, do Hal Hartley e do Tarantino, e saber que uma boa comédia romântica também tem o seu valor. Ser bonita. Ter um cabelo que nasceu para ser sacudido num comercial de xampu um corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gostar de viajar, de música, ter loucura por computador e seu fettuccine ao pesto é imbatível. Ter bom humor, não pegar no pé de ninguém e adorar sexo. Com um currículo desses, criatura, por que diabos está sem namorado? “Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados. Não funciona assim. Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não-fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo à porta. O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar. Costuma ser despertado mais pelas flechas do Cupido do que por uma ficha limpa”. Não adianta a gente tem que amar aquele cafajeste. Que nunca liga, que veste o primeiro trapo que encontra no armário, que adora o Planet Hemp, e a gente não suporta. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro e é meio galinha. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado, mas você não consegue despachá-lo. Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita de boca, ele adora animais, ele escreve poemas. Por que você ama esse cara? Não pergunte pra mim. E vc meu amado-amigo? Ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você fala e ela não te escuta, você vive tentando mostrar á ela o quanto á ama com atitudes que eu realmente admiro, todo mundo vê, mas ela prefere se fazer de míope, ou melhor de cega mesmo. Você gosta de rock e ela de MPB, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina o Natal e ela detesta o Ano-Novo, nem no ódio vocês combinam. Então? Então que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome. Escutem essa que vos fala: “Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são referências, só. Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca. Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera. Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo o que o amor tem de indefinível. Honestos existem aos milhares, generosos tem às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó. Mas só o seu amor consegue ser do jeito que ele é”. Por isso não dá prevê quem devemos amar, e muito menos querer enquadrar nosso amor dentro dos parâmetros “normais” estabelecidos pelos demagogos que formam nossa sociedade. Se ama e pronto ou ponto. Sinceramente só espero que todos nós consiga sair desse vendaval, minimamente falando, vivos, porque a dor e os ferimentos serão inevitáveis. Boa sorte pra nós! Escrito por N@ND@ ?s 11h37 [] [envie esta mensagem] # REGISTRANDO # Eu Muitos já se apresentaram com nome, sobrenome, histórico, desejos, conquistas e falhas. Alguns fizeram história, outros meros espectadores, pura estatística. Eu sou este sempre "querer"... Sou o próximo verso, este minuto, aquela lágrima, uma eterna procura de sei lá o que... Um sorriso o medo de qualquer sentimento, ou o avesso de mim... André Marques PS: S.I.C da amada-coisinha-do-além não é o mocotó da malhação!!! Escrito por N@ND@ ?s 16h49 [] [envie esta mensagem] VERMELHO
Até dei um beijo no Bono, pelo monitor da TV – Óbvio!!! Foi tão emocionante, que pra mim eu estava lá! “Traços sublimes Estou ruiva e juro que não foi esse Hai Kai (pra saber mais: http://www.naoser.hpg.ig.com.br/hai-kai.htm) que me fez mudar a cor dos cabelos. Apesar de ter adorado. Teve pessoas que gostou, outras não, e como diria amado-homem-risoles eu sou a menina das frases prontas, então lá vai: Difícil agradar gregos e troianos!!! O importante é que eu amei. Sinto essa vital necessidade de mudança D I A R I A M E N T E. O comum não me atrai e eu não tenho medo de baratas e segundo minha amada-amiga-Clarice-Lispector em A paixão Segundo G.H isso significa que eu não tenho medo de mudanças, mudarei sempre que achar necessário seja de país, de emprego, cor de cabelos, estilo de roupa, de opinião. Eu nunca conseguiria ter um único estilo. Não gosto de ser radical em nada, sabe aquelas pessoas que só ouve um tipo de música, que lêem um tipo de literatura, que vêem um determinado programa, que só falam de um determinado assunto? É justamente isso que não consigo ser, ouço o que me faz bem, visto de maneira que gosto, leio aquilo que me interessa, independente da raça, religião, partido, gênero ou qualquer outro tipo descritivo de separação. Hoje me definiria apartidaria e agnóstica, não sei se num futuro próximo ou distante já terei uma outra opinião sobre essa minha posição e isso não significa, pra mim, falta de opinião ou de estilo. Na minha eclética opinião isso significa não ter medo de mudanças, de crescimento, não ter vergonha de errar, de pedir desculpas, de estar sempre aprendendo e tentar se tornar uma pessoa flexível e melhor a cada dia. Por enquanto o ruivo esta bom pra mim no dia que não estiver mais pintarei de rosa. Duvida? Escrito por N@ND@ ?s 16h38 [] [envie esta mensagem] Acordei nostálgica hoje. Com saudade daquilo que nunca foi meu, com uma sensação de perda daquilo que nunca me pertenceu, é quando vem Caio Fernando Abreu em Carta Anômina: “Daí penso coisas bobas quando, sentado na janela do ônibus, depois de trabalhar o dia inteiro, encosto a cabeça na vidraça, deixo a paisagem correr, e penso demais em você. Quando não encontro lugar para sentar, o que é mais freqüente, e me deixava irritado, descobri um jeito engraçado de, mesmo assim, continuar pensando em você. Me seguro naquela barra de ferro, olho através das janelas que, nessa posição, só deixam ver metade do corpo das pessoas pelas calçadas, e procuro nos pés daquelas aqueles que poderiam ser os seus”. E já que a nostalgia tomou conta e eu não me permito cair em um precipício, simplesmente porque, é uma pena mais você não vale a pena. Faço o sinal da cruz, figa e digo “magalo-pé-de-pato-três-vezes” e releio o que já escrevi de você, pra você, há quase 1 ano atrás. "Nunca me contentei com nada. De certa forma a constante vontade de tudo era motivo de orgulho - me tornava especial, inquietante. Até o instante em que vi que algumas coisas simplesmente não valem a pena. Não por serem pecaminosas, nem por pertencem ao terreno minado da moralidade. Nem sequer se relacionam com consciência ou motivação menos racional. Nem por serem triste ou cômicas. Não é por isso. Apenas, essas coisas são grandes e atraentes pastéis de vento. "Como vai você?" oferecidos em esquinas barulhentas. Não sei quantas vezes errei por achar que esperar era estupidez. Paciência confundida com covardia. Ação era o que importava - e eu sempre conseguia, no final o prêmio pela empreitada. Mesmo não fazendo idéia de sua utilidade. E por isso joguei pessoas no lixo. Traí. Menti. E mesmo assim agradecia aos céus por ser tão espontânea, passional. Hoje, agradeço por ter aprendido que rogar a atenção a quem não se importa não vale a pena. Ou pedir amor. Exigir amizade. Tomar porre de pinga ruim. Discutir com ignorantes. Paciência é a maior virtude, agora sei. Ainda bem que a tive para perceber que o seu lugar é mesmo do outro lado da rua, com outras pessoas, falando sobre assuntos que em nada me interessam (por mais que eu tenha me esforçado). O bom senso me devolveu a paz que quase perdi por recear aceitar que minha felicidade está na calma e não na sua cama. Sua infância mal ultrapassada. Seu armário trancado demais. A falta de palavras. O excesso de ausência. Tudo minou até a minha incrível capacidade de persistir: não da pra apostar o futuro numa mesa em que o maior prêmio é um orgasmo e um beijo na testa. Pra mim, você simplesmente não vale a pena." By Ailin Aleixo - revista VIP Escrito por N@ND@ ?s 16h29 [] [envie esta mensagem] VALE A PENA LER DE NOVO #AMO ESSE TEXTO # A REVOLUÇÃO DOS BICHOS "Posso lembrar exatamente de quando aconteceu porque foi no dia em que descobri que as cigarras estouram de tanto cantar. Nunca imaginara antes que alguém explodisse de prazer em uma situação que não envolvesse sexualidade. Se bem que, e vejo isso apenas agora, cantar é um ato completamente sexual. Mas daquele dia, não foram às cigarras que me causaram impacto tão forte na barriga, que foi preciso que me encolhesse assustada debaixo dos lençóis. Foi a descoberta de que sou um erro - de Deus? Um equívoco tão absurdo e cruel que, ao me dar conta da inocência que cultivei anos a fio numa sala de análise, transformou-se em água escorrendo no ralo, vazio da própria existência. Acontece que nasci para ser gente. Tenho alma de bicho. Agora eu sei. Bicho. Percebes? Não um só, mas milhares deles correndo desordenados sobre uma pele que não ouso chamar de minha. Eles tentam fugir, mas a minha natureza me condena. Nasci para andar com passos curtos, presa a um chão que nunca me pertenceu, carregando uma vergonha quase visceral por ser tão pequena. Uma nova chance e eu seria um albatroz, planando sereno sobre o mar; o rei dos vôos mais perfeitos, dormindo de asas abertas, alheio á realidade ao redor. Com uma envergadura de três metros, poderia envolver o mundo, reinventar o abraço, andar numa corda bamba. Mas voar, por si só, já seria o bastante. Escutas. Podes ouvir? É o tempo passando aqui embaixo dos nossos pés. Como disse Rubem Braga, "ultimamente têm passado muitos anos". E em que me transformei? Não sei. Acostumei-me a engolir palavras para não engasgar com o silêncio indesejado do depois. É preciso que eu aprenda a entender dos sinais. Necessito também de muita calma. Um dia de cada vez. Não é assim? Ontem foi tão fácil. Mas e hoje? Como deixar as coisas pra trás e evitar que me transforme em estátua de sal? Devo ocupar a mente, eu sei. Achar um rumo, olhar para o norte; entender que cães de barriga exposta nem sempre recebem carinhos e palavrinhas carinhosinhas cheias de diminutivinhos e afeto. Ninguém disse que ia ser fácil, tu me dirias. Mas acaso avisaram que seria tão árduo? Vivo pregada no meio de peças que não escolhi, mas que também não tenho feito muito para desescolher. Estou parada e sozinha, no centro da encruzilhada, culpando o tempo que passa sem pedir licença ou perdão, reclamando que nada acontece para me tirar dali. Uma preguiça é o que eu sou. Ponto pra ti. Mas isto sequer me envergonha, porque preguiças possuem o menos cérebro de todo o mundo e talvez assim sofram menos, pensem menos, cobrem-se menos, e vivam mais, preocupadas apenas em encontrar algumas folhas e dormir como quem se entrega. Tudo, às vezes, parece tão simples que alfineta a alma. Basta apenas uma direção e a verdade estará lá. Como o verbo do principio. Onde estão as placas indicativas? Não as encontro. O mundo, ao contrário dos que dizem os teóricos, não é feito apenas de sinais. Onde se vendem decisões? Gostaria de meio quilo de certezas e três caminhos, por favor. Olho para os lados e ninguém repara em mim, quase invisível, sendo atropelada por uma manada de bois, penso em Chico, chorando no cabaré até ter pena de si mesmo. Penso no rapaz enamorado pela bailarina que o desprezou, escrevendo solitário uma canção que falava de amor. Penso em mim, em ti, em nós. O que quero? Não sei. É quando me vem Clarice e suas verdades cruéis, desejando ser igual aos mendigos porque ao menos sabem o que pedir. Que ironia. Talvez deva mesmo seguir teus conselhos e desviar os pensamento de algo que não seja tão eu e minha alma animal. Quem sabe, fazer coisa inúteis como contar azulejos, pintar a unha do pé, remexer no velho baú e tomar café com pão? Posso ainda rezar para Santo Expedito das causas impossíveis, apontar lápis, brincar de quem-pisca-primeiro. Qualquer coisa que me faça esquecer que o tempo é cruel e que sequer posso esperar de ti alguma palavra de delicadeza. Porque teu modo de amar não permite mostrar o lado frágil que carregam os que se dão. Esconder-se é o que fazes de melhor. E no silêncio de teus atos tocar levemente o meu pulso como quem conta um segredo é teu modo sutil de dizer que sim, tu me amas. Creio que te compreendo, tu, que me contaste sobre as cigarras cantoras e sua explosão de sexualidade e som. A partir de hoje decreto que está aberta oficialmente a temporada de caça. Parto em busca dos animais que desejo encontrar em mim. Cobra, lagarto, baleia e avestruz. Gato, lebre, pássaro, galinha, tigre e dragão. Elefante, girafa, mico-leão, poodle de madame. Sou todos ou nenhum. Sou minha e não de quem quiser. Descobri o segredo que transformou tudo em quase nada, aquilo que estava encoberto e tirava-me qualquer possibilidade de habituar-me à vida que chamaram de minha. Vês? Agora sou borboleta, voando apenas nas manhãs, amante do sol, da luz e tudo aquilo que quase reneguei.” By Nathália Duprat – Revista Paradoxo Escrito por N@ND@ ?s 16h08 [] [envie esta mensagem] |