::UM POUCO MAIS DE MIM::

AVRIL LAVIGNE - IM WITH YOU



Nome: NANDA CASSIA
Idade: 28
Cidade: Elo Perdido - tambem conhecido como Maua/SP
Coisas minhas: adoro chocolates, sorvete de lambada, olhos nos olhos, abraço apertado, beijo na boca, cinema, louca por Sushi, chuva e pipoca com sazon amarelo,sol e cerveja, bijus, açai na tigela com granola, sensivel, mas sem frescuras
Odeio: Pessoas que vivem como agua parada, criando lodo em baixo...
Filmes: Antes do Amanhecer - maravilhoso
Musicas: Varias... Depende do Momento


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Por que tá um friozinho e vou pra casa tomar sopinha quentinha que amada-amiga fez,  por que vou dar o cano na facu, pra ir ver Monólogos da Vagina (Miguel Falabela) com amado-ex e tomar o melhor vinho de Mauácity (amada-xinha e amada-Luisa - sem piadinas). Por que sou uma boba, por sempre acreditar que “no fim tudo da certo, e se não deu certo, é porque o fim ainda não chegou”

Quem disse isso mesmo?



Escrito por N@ND@ ?s 17h21
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Quanto tempo sem postar e mesmo assim, o que contar? Tudo continua a mesma confusão de sempre, os mesmo surtos psicológicos de sempre, o mesmo stress, as mesmas raivas, e, de uma certa maneira, isso quer dizer que tudo esta na mais absoluta normalidade de sempre. Na faculdade quando eu vou, não tem aula e quando eu não vou, tem aula. A amada-amiga-Lu continua insistindo em dizer que esta “tudo sob controle” mesmo quando esta á 2 horas atrasada, a pizza continua chegando tarde e  sem a coca-cola, deixando amada-amiga-Tê roxa de raiva. Amada-filha continua a fazer os relatórios diários da vidinha dela, insistindo em repetir até as falas dos amiguinhos em alguma conversa, ou, me explicar que tipo de alimentação os astronautas comem, que na opinião dela, parece muito com minhocas, e por falar em minhocas:

- Mãe, você sabia que já foram para o espaço uma cadela e um macaco?

E blablablablablablabla.... fazendo desse relatório um  verdadeiro monólogo que eu tenho que ouvir bem “quietinha” pra não atrapalhar o raciocínio dela, independente de que horas da noite são! Amado-ex-marido continua a me surpreender á cada dia, sinto falta dele quando esta ausente e quero matá-lo quando está presente. Princesa Sophia e Homem Risoles continuam enrolados, porém, “depois da tempestade, a bonança”, continuo torcendo pra essa história ter um final feliz. E eu? Continuo aqui, tentando me motivar a cada dia, para não desistir dos meus objetivos, acreditando que as coisas vão melhorar, treinando diariamente a falar NÃO para aquilo que me incomoda, que me faz mal, fazendo apenas aquilo que quero, sem medo do que vão pensar, do que vão dizer, de parecer egoísta, porque se eu não conseguir ser boa o suficiente para mim mesma, como posso querer ser boa amiga, mãe, profissional, estudante, filha, amante? Continuo aqui sentada em posição de yoga em frente ao computador, fazendo cara de intelectual com meus novos óculos, com os cabelos mais vermelhos que nunca, por que comprei a tinta errada (pra variar), tentando reafirmar para mim mesma que o segredo da vida é ter paz de espírito e tentando explicar que nada de novo aconteceu na minha vida e que isso pra mim tanto faz, porque existem rotinas que não podem ser mudadas.



Escrito por N@ND@ ?s 16h06
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Tá osso, mas juro que vou arrumar tempo pra postar sobre mim neste bloguesinho... (enquanto isso, na cabine de justiça)  vou deixar para apreciação de todos um texto  excelente, maravilhoso, que adorei  e quero dividir com vocês boa leitura!!! 

A cruz dos prazeres

Quis dizer-lhe que aquele era meu pedido mais íntimo, a loucura mais sóbria, o momento único e indizível em que alguém deixa de ser

por Nathalia Duprat

de Recife

 

Sem premeditar, eu estava lá. Dentro de um qualquer coisa de estranho e imperfeito que, se me consumia, ao mesmo tempo libertava. Porque transgredir era um fato novo. Pensei em pregos, bobinas, dedos em riste, inquietação. Sabia-me desde já o novo cristo, pregado numa cruz que ergueria com minhas próprias mãos. E absurdamente, ousadamente, ironicamente, estar ali era bom. Fechei os olhos, deslizei no perigo e vi um rosto que me olhava. Uma cara velada, sem sexo, sem cor, sem nenhuma outra coisa que não respirasse incerteza. Quero teu risco, disse eu em um silêncio tão denso que quase se podia apalpar. Não houve respostas. Quero teu risco, repeti, a fim de que o rosto percebesse meu martírio e minhas vontades. De novo, nenhum som se ouvia fora da respiração arfante que, quem sabe? fosse a minha. Quis dizer-lhe que aquele era meu pedido mais íntimo, a loucura mais sóbria, o momento único e indizível em que alguém deixa de ser. Abri os braços, tirei um pé do chão, enlacei suas faces rígidas com as mãos e sussurrei, quase como quem confessa um pecado: quero teu risco. Dessa vez, a resposta veio num sopro e três palavras que já não me permito repetir agora para que aquele instante não escape inteiro de dentro de mim. Talvez estivesse chovendo, talvez fosse agosto, talvez o joelho devesse ter doído além daquela coisa aguda e mole para que nada houvesse existido. Mas o se é pai da impotência e só o que acontece é passível de mudança. Nada era sonho. O real se escondia entre dedos de mãos que já não me pertenciam mais. Ali eu era inteira uma possibilidade de entrega, ainda que tardia. Imagino que a verdade – se é que de fato existe alguma – jamais será compreendida pelos que venham a me escutar. Mas nem isso importa mais. Faço-me um deserto feliz de idéias que só existem dentro do silêncio que escolhi viver. Estou pregada na cruz das paixões, das ilusões irresponsáveis, da abstração de todas as culpas em nome de tudo o que podia ter sido, mas não foi. Aprendi a mergulhar nas águas da puta que me tornei. Uma puta quase santa, fiel ao seu único pecado indizível. Um nome só. Não penso mais em ser entendida, guiada, resgatada das profundezas de um inferno que nunca foi descoberto por ninguém. Meu melhor inimigo sou eu. Distribuo sorrisos em mesas de bar, festas de família, aniversário do vizinho. Mas apenas finjo que estou lá, negando intimamente isso que passei a chamar de minha vida. Continuo almejando o risco e traçando trilhas perigosas sem cair na tentação de olhar para trás. O que falta apenas é o que responderei agora. Falta martelar no destino o ponto exato do regresso impossível, o exato lugar em que não haverá mais possibilidade alguma de volta. Serei o agora e nada mais. Talvez mande rezar umas missas, benza três fitas do nossosenhordobonfim, leve flores para iemanjá. Talvez eu abandone Platão e deixe os cavalos da paixão soltar as amarras e atropelar o cocheiro. Mas acontece que a coragem ainda não mudou de cor.



Escrito por N@ND@ ?s 17h36
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